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Alguns topicos e acontecimentos cotidianos que nos poem a pensar... e questionar.

terça-feira, junho 03, 2003

Um conto que escrevi

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Às vezes penso que o mundo é uma caixa de burrice e piadinhas de mau gosto.

É o feirante que vende frutas de segunda dizendo que são importadas, o camelô que vende nove CDs por 63 reais e dez por 55, o balconista que acha que os clientes são os culpados por seus problemas, as ex-mulheres...
Sim, as ex-mulheres. Essas, sim, são um problema.

É claro que existem exceções, mas a maioria...

Não é que outro dia recebi um convite para o aniversário de 32 anos dela!
Ok, ok. Isso pode soar como se fosse algo normal, caso nós não tivéssemos nos separado há três anos, por intolerância mútua.
Eu não agüentava mais as frescuras dela, cheia de regrinhas e “NÃO ME TOQUES’. Falava mau de todos os nossos amigos para mim... ou pelo menos de quase todos. Isso sem mencionar a sua futilidade. Foi “dose” conviver com uma mulher por 2 anos e 11 meses que só falava de televisão, roupas e fofocas. Sei lá, não havia muito o que trocar, entende? E ela reclamava que eu reclamava demais... sobre ela... e se cansou.

A festa foi há três dias atrás, domingo, dia 28 de agosto.
Fui, a pedido de Lucio, primo da minha ex. Nos conhecemos neste ano. Um bom rapaz.
A empresa de computação em que trabalho nos colocou em um mesmo projeto... Mas isso já é outra história.

O aniversário aconteceu em uma discoteca pequena e reservada, porém, tão insuportável quanto qualquer outra discoteca.

Cheguei no horário mercado, e algumas poucas pessoas já estavam a dançar, inclusive ela.

Tratei logo de fazer meu papel burocrático e fui cumprimentar Rita, minha ex.
Não demorei mais de 2 minutos fazendo isso. Ainda não suportávamos manter uma conversa mais longa do que esta sem que começassem as “patadas”, do tipo: “Você não mudou nada”.
Nós não nos agüentávamos e eu ainda fui convidado para a festa. Mas isso tem explicação. A empresa que cuidou da impressão e distribuição dos convites mandou para minha casa, um, por engano.

Para agüentar ao menos uma hora naquela discoteca, decidi sentar-me em uma mesa lateral e beber um chopinho que em poucos minutos se tornaram quatro.

Avistei uma bela mulher que sentara sozinha em uma mesa próxima da minha e resolvi conversar com ela, já que ambos estavam desacompanhados e o Lucio parece não vir mais.
Apresentei-me sendo recepcionado com um belo sorriso. Seu nome era Julia, colega de trabalho de Rita. Ambas trabalham em uma loja de cosméticos. Após 30 minutos de conversa e mais dois chopps tudo parecia estar indo muito bem até que a intolerância tomou meu corpo.
É engraçado como às vezes coisas tão pequenas podem nos encher de fúria.

Ambos odiavam as músicas que tocava.
“Não sei como uma coisa dessas pode tocar em algum lugar!” – disse ela.
“A aniversariante gosta”.– respondi.
“A ANIVERSARIANTE tem nome!” – disse ela arrogantemente, e sem muitos motivos.
Isso trouxe vários comentários ásperos a minha boca, do tipo: “verdade? Achei que ela viesse sem nome... Só com um código de barras na nuca para identificarem a carcaça”.Mas esses comentários eu decidi calar. Imaginei uma tora de 200kg esmagando a cabeça dela contra a parede. Mas, isso não é importante.

Pedi mais um chopp e a conta.

O problema deve ser comigo. Não é possível!

Cada vez mais perco as esperanças nas mulheres de hoje. Acho que só não viro veado porque sou muito macho.

São as arrogantes, as fúteis, as bitoladas e agora até as preparadas.

É claro que existem mulheres maravilhosas, mas já estou começando a acreditar que são lendas.

Nossa! Já se passou uma hora!
Foi uma pena Doutora. Adorei a sessão.
Bem... Muito obrigado e nos veremos na semana que vem novamente.
Ah!
A propósito!
Aceita almoçar comigo?

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Desculpem-me....eh o segundo post sobre reacionamentos...mas as temáticas irão mudar....prometo

Abraços

T+
Machista... Eu?

É fato que nós vivemos em um mundo essencialmente machista… por tradição.
Mas isso pode voltar a se tornar um problema no momento em que as próprias mulheres começam a vestir a “camisa do machismo”.
Analisemos um caso simples e cotidiano.

Rejeições e relacionamentos.

Uma coisa que sempre questiono é a obrigatoriedade do homem de se mostrar interessado por uma mulher.

Por que será que este deve sempre ser colocado na linha de fogo para iniciar qualquer tipo de relacionamento?

Enquanto o pobre coitado faz “das tripas coração” para com coragem, fazer qualquer tipo de aproximação. Ela apenas move a cabeça, da esquerda para a direita...Da direita para esquerda... Lançando olhares para fisgar um pobre solitário.

Infelizmente, se o homem que se aproximar não for seu “Cavaleiro idealizado”, às vezes, sem o olhar, dirá “Não, muito obrigada!” em troca do “Bom Dia!” que lhe foi dado.

Não acredito que um homem fique solitário porque não possui qualidades, sejam estas físicas ou não, pois mesmo as mulheres menos belas e (ou) desinteressantes podem conseguir um companheiro em uma noite de olhares cativantes.

Raras são as vezes que as “belas” mulheres movem mais do que as cabeças.
Sem subestimá-las claro.

Existem aquelas que fazem a primeira aproximação e logo depois jogam todas as responsabilidades para o companheiro novamente. É claro que essa esta muita a frente de suas companheiras, mas atrasada para os padrões de igualdades que a tantos anos lutaram.

Pensando bem... São tantas opções... Tantas pessoas diferentes... Para que correr atrás de alguém?... Ou dar uma chance para aquele que com dificuldade tenta se expressar?... Se em algum lugar deve existir alguém melhor, ou ao menos mais próximo do seu “Eu” platônico idealizado.
Realmente... Vendo as coisas dessa forma é melhor esperar que este caia no colo. É mais pratico. E caso não seja a pessoa certa, tudo bem. Qualquer coisa é só trocar.Afinal, não foi desperdiçado esforço.

Espero não ter sido machista em meus comentários.
Estou apenas escrevendo conforme a tradição
Sejam bem vindos ao Bloog PensArte.

Nunca fiz um bloog na minha vida...
Espero que consiga suprir as espectativas dos meus visitantes...

Abraços

Raziel Lecter

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